Por princípio, a fotografia para publicidade é uma encomenda.
É uma prestação de serviço, à qual o fotógrafo imprime talento, técnica e
disponibiliza recursos para a sua realização.
A fotografia por encomenda abrange diversas áreas: propaganda, editorial,
industrial, institucional e todas as que são utilizadas comercialmente, seja
na mídia impressa, peças promocionais, perfis ou qualquer outro veículo
que divulgue, de alguma forma, uma empresa ou um produto.
A fotografia encomendada para publicidade é sempre mais sofisticada e
exigente e, portanto, mais cara.
Ela envolve custos de produção, de cachês, de estrutura dos estúdios, de
equipamento fotográfico, de material e de processamento.
O tipo de orçamento de uma foto encomendada determina seu custo maior
ou menor.
Orçamento fechado: orçamento aprovado sem custos adicionais.
Isso obriga o fotógrafo a calcular margem de risco para cobrir eventuais
despesas, impossíveis de serem previstas durante a elaboração do
orçamento.
Orçamento aberto: utilizada em outros países, essa prática é a mais
transparente, pois o fotógrafo apresenta o custo de seu cachê (uma
composição do valor dos seus honorários acrescido da remuneração
pela concessão do uso da foto), mais uma estimativa das despesas de
produção, cachês de modelos, etc.
O valor real dessas despesas é apresentado no final trabalho, para ser
reembolsado pelo cliente.
Essa fórmula é muito mais justa para as duas partes, além de evitar
a bitributação, já que muitas despesas, que fazem parte do trabalho,
têm suas próprias notas fiscais, onde já estão sendo pagos os mesmos
impostos.
Durante o trabalho, cliente e fotógrafo precisam dedicar um pouco do seu
tempo à burocracia.
Orçamentos por escrito, autorizações, protocolos e outros papéis têm a
função específica de confirmar e proteger direitos e deveres para ambos
os lados.
Esses direitos e deveres é que determinam o relacionamento profissional e ético de todos os que participam do trabalho, evitando desgastes e malentendidos desnecessários.
(retirado do guia ABRAFOTO)
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